Prefeitura, Emater e Sindicato Rural promovem curso de compotas

09/08/2011 17:56

A prefeita de Jacarezinho Tina Toneti exaltou a união de forças entre os órgãos ligados à agricultura em nossa cidade

Divulgação / Secretaria da Agricultura

Instrutora, alunas, Thais e Costa

 

Uma parceria entre Secretaria Municipal de Agricultura de Jacarezinho, Emater e Sindicato Rural de Jacarezinho resultou na última semana em um curso de compotas para 14 mulheres acampadas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Curso foi ministrado pela instrutora do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Celeste de Oliveira Mello no Acampamento Fazenda Cambará. Qualificação abrangeu compotas doces e salgadas, doces cristalizados e geléias e teve duração de três dias.

A prefeita de Jacarezinho Tina Toneti exaltou a união de forças entre os órgãos ligados à agricultura em nossa cidade. “Como mulher que nasceu e cresceu no campo, sei da importância de iniciativas como esta de capacitação para agregar maior renda aos nossos produtos. A equipe de nossa Secretaria da Agricultura tem trabalhado no sentido de fazer florescer mais e mais parcerias como esta, com o Senar/Sindicato Rural e Governo do Estado/Emater e assim proporcionar tais projetos”, comentou.

Na mesma toada, o secretário Municipal de Agricultura José Antonio Costa considerou positivo mais este curso. “Buscamos sempre oferecer oportunidades para que as pessoas do campo consigam se fixar na zona rural com melhores condições. O programa de aquisição de alimentos (compra direta para a merenda - PAA), das habitações rurais, análise de solo e inseminação artificial são alguns deles”, disse.

A responsável local pela Emater Thaís Coccia falou que a qualificação profissional apresentou alto nível. “Gostei muito de como a Celeste conduziu o curso. Ela tem um conhecimento muito apurado na área e, pelo que deu para perceber, as mulheres adoraram. A expectativa é que no futuro, elas consigam se estruturar e comercializar os produtos”, expôs.


O agrônomo da Emater Rômulo Madureira Faria explicou como foi constituída a parceria. “A Prefeitura entrou com a matéria-prima da produção, a Emater com a organização, inscrições e estímulo para que os produtores realizassem o curso enquanto o Sindicato Rural ficou responsável pela parte técnica via SENAR. Conseguimos um número de produtores significativo, então pudemos fechar o curso por lá mesmo.”, contou.

O presidente do Sindicato Rural de Jacarezinho Eduardo Quintanilha falou um pouco dos cursos ofertados pelo órgão. “Sempre digo que a pessoa que pensa que não tem mais nada para aprender, já morreu e esqueceu-se de deitar. Por mais simples que seja a propriedade deles, estes produtores terão a possibilidade de fazer estes produtos não só para a subsistência (que está um pouco superado) como também para comercializar e aumentar sua renda. O Senar oferece cursos muito bons e o Sindicato Rural está à disposição de toda a comunidade rural de Jacarezinho. Estamos abertos às parcerias com Prefeitura e Emater, sem distinção por porte de produtores. Moramos na mesma cidade e nossa função é melhorar todo mundo, da melhor forma possível. O Sindicato realiza média de cem cursos todos os anos. Hoje [terça, 9 de Agosto], por exemplo estamos mobilizando um curso para aplicação de defensivos na Dacalda, um aqui no Sindicato de Operador de motosserra e em parceria com o próprio Senar de Avicultura de corte”, disse.

A elogiada instrutora do curso, Celeste de Oliveira Mello, disse que as alunas assistiram ao curso com muito interesse. “Elas pareceram muito dispostas a aprender. Há neste sentido um canal importante que precisa ser explorado. Apesar de ser um curso muito elaborado, que requer atenção, capricho, esmero e cuidado (para não contaminar os alimentos, já que depois as compotas poderão passar até um ano fechados dentro da geladeira) a maioria delas conseguiu assimilar bem”, explicou. “Agora depende de cada uma. Para trabalhar com isso, terão que ter paciência. Não é de repente que vão conseguir. Tem que ir entrando bem devagar no mercado até entenderem a técnica e pegar a prática. Mais tarde, elas deverão entrar em contato com Prefeituras da região, pedir licença, inspeção e se regularizarem”, concluiu.

 

Departamento de Comunicação / Alfredo Jorge / Rômulo Madureira



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